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Um americano no Tejo Bar

Aquelas noites começam todas da mesma maneira. Primeiro sente-se um rebuliço na barriga, umas borboletas bêbedas no estômago a florear o lusco fusco, e uma vontade de mar. Depois, às vezes, alguém liga. Quando o telemóvel não apita, toma-se a iniciativa e chama-se um amigo, ou sai-se à rua na esperança de encontrar uma amizade. O trabalhador recolhe-se a casa depois de um dia cansativo de labuta, para ganhar forças que suportam o mundo. O boémio busca gastar a energia que lhe ficou do dia. Ou porque acordou tarde ou porque não se fixou em nada verdadeiramente bonito que justifique finalizar a jornada e estender os ossos na cama. Ou porque tendo-se fixado nesse átimo de beleza, como o finalzinho do sol a mergulhar no oceano ou a esconder-se atrás do prédio alto, lá no fundo do horizonte citadino, entusiasmou-se e deseja agora festejar o aparecimento das coisas belas na vida. Festejos simples. Uma conversa, um copo de vinho, um petisco, uma canção, um poema, talvez xadrez, quem sa…

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