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Quota Portuguesa

Comecemos por dizê-lo: como é bom ser adotado!           A janela estava um pouco embaciada, passei a mão para ver melhor mas a humidade era do lado de dentro. Confundia-se com o meu fumo que subia, tal como eu permanecia, do lado de fora. Na sala estavam a conversar as pessoas de quem ainda agora me tinha despedido temporariamente para fumar um cigarro no pequeno pátio. Cambada de brasileiros! Meus amigos, minhas amigas. E não valia a pena mandá-los de volta lá para a terra deles porque dois deles já iam embora, e não era nada agradável a pontada que me dava no peito. Fiquei com inveja dos xenófobos, mais duro do que odiar pessoas diferentes de nós é amá-las e elas irem embora. Para longe.         Digamos também: como é difícil viver num país que não é o seu! Principalmente quando se nasceu lá. Papéis, do rascunho, à carta, ao passaporte, como nos atravessam, nos marcam  e nos proíbem.         Não sei se a opinião é unânime mas, para mim, José Afonso e Chico Buarque sempre…

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